Em um lugarzinho, como algodão doce
Um anjo toca harpa como se fosse
Um popstar do céu,
Orquestra de uma pessoa só.
Pobre anjinho, sua harpa foi para o beleléu
Que de tão intensa era sua vontade, que suas cordas deram um nó.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Olhos
Redondos, multicolores.
Vêem minha vida, meus
amores,
Apequenam-se no medo
Apequenam-se no
desespero.
Insaciáveis ao ver a traição,
Humanos ao ponto de
sentir prazer,
Covardes por não me
deixarem ver
Coisas que só imaginamos
com o coração.
Pobres olhos, burros e
insanos
Acham que o errado é o
certo.
Quer sempre o que está
longe, nunca perto
Depois ficam aí, fechados pelos cantos.
domingo, 27 de novembro de 2011
Grandes Pensamentos
E que vivam os
grandes pensamentos
Simples, toscos e
intensos
Preciosos a cada
momento
Apaziguadores de ar
como incensos.
E que vivam os
grandes pensamentos
Retratos do
salvamento da humanidade
Hoje, leiga, inerte
e alienada de verdade
Que por não ligar,
para em meio a seus contentamentos.
Meus plurais destoam
perante a diversidade
Vosso singular,
cheio de vaidade
Como uma roda, esse
ciclo insano
Ciclando,
reciclando e “reciclando”.
Pensamento, idéia,
filosofia
Ideal, liberdade,
liberdade, alegria
Seja protagonista,
com ou sem companhia
Que sejam livres,
simples, toscos e intensos
E que vivam os
grandes pensamentos.
sábado, 15 de outubro de 2011
Transição
São sempre pequenas
coisas
São sempre detalhes
Sempre o diferente
que destoa
A fim de que tenham
suas liberdades.
A ruga de uma velha
cara
A rusga, ferida de
uma vida mal aventurada
Sempre no seu
pensamento antigo
Velho e antiquado,
porém comedido
E como a respirar
ares novos
Troca de pele e
órgãos
Sobram-lhe somente
os ossos
E a esperança de
dias melhores
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Algo como algo
Algo, meu algo
Sem algo, sem algoz
Coisa, muda, sem voz
Tudo, mulher, alga
Subjetivamente objetivo
Delicado e singelo
Frio e sem gelo
Objetivamente subjetivo
Algo, concreto e palpável
Algo, pensamento, imaginável
Algo, sonho, utopia
Algo, sonho,
fantasia
Algo comum e
incomum
Algo, muitos ou
somente um
Algo, como família,
alga, fidalgo
Somente, algo como
algo.
Rima e Poesia
Ouvidos tampados
Reproduzem o som
dos desesperados
Como as notas do
violão
Simples e calmas
que te tocam o coração
Sorriso, melodia
Rima e poesia
É juntar olhos e
almas
O afeto que afeta
Muita coisa se
perde ao piscar os olhos
Ao piscar, um
minuto sem você
No sonhar, sinto o
teu abraçar
No acordar, espaços ha de sobrar
Tudo fraco, fraco
como a fé
Solúvel, solúvel
como café
Que tomamos e
jogamos fora
E seu brilho no
chão, minha aurora.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Aliteração Assonântica
Foi como despertar
para andar
E acordar para
nadar,
É seu jeito que me
deu um desjeito
E após seu beijo
fiquei sem jeito e tive um desejo
Calado o segredo
fica com medo.
Reparo o bebê no
berço com um terço,
O mesmo terço, a
fé, o medo, o segredo
Calado está na reza,
com o terço, o bebê e o segredo.
Ao céu vejo
pássaros a voar
Passarinho,
passarão, pássaros a cantar
O grande céu cruel,
passarinho passarão
Letras brancas num azul papel, fazem céu ou não
Letras brancas num azul papel, fazem céu ou não
Pensar, desejar,
vislumbrar meu amanhã
Os olhos fechar,
você imaginar, venha a mim como um imã
Minha aliteração
assonantica da vida
Só no pensamento,
me contento, és só minha.
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