sábado, 24 de agosto de 2013

Poema Sem Título

Sem nome, sem vida
Minha identificação é nada
O desconhecimento se firma
E minhas rimas jamais serão lembradas

Outro dia viraram uma página
Recebi um elogio e me passaram
Nunca senti a dor de uma virada
E dói, dói no coração

No índice causo estranheza
O tempo transcorre e transcorre
Morrerei sem deixar certeza
Nem mensagem que o tempo percorre

Minha folha envelhece
Minha letra desaparece
Tudo apodrece,
e depois falece

Ah, meus irmãos nomeados
Por uma ponta de criatividade
Vocês hoje estão salvos
No livro ou na rede, eternizados

Posso parafrasear
Posso ser transcrito
Mas ninguém vai associar
Triste vida de um esquecido

Meu autor era um incompetente
Uma pessoa descontente
Não usava pontos
Muito menos períodos longos

Meu papel era vagabundo
Meus irmãos eram melhores
Eu vivia sempre imundo
Não ter nome deixa as coisas piores

Nunca disse nada com nada
Não falei de amor ou de sentimento
Fui feito para passar o tempo
Pode ir lendo, uma hora acaba

Quando meu autor viu que eram quase duas
Tentou pensar na última estrofe
Acabarei sendo encerrado de forma crua
Mas esperando que alguém goste.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os Sem Valor


Sem juízo ou jurisprudência
Carrega a ti um rotulo
Adquirido hoje e não na descendência
Pessoal de valor e não de produto.

Ao passo que retrocedes
Finge que antecedes
Que por tuas mãos não aconteces, ou não.
Fica estático, não cresces.

Pelo lado a espreita
Pelo lado os punhos que se fecham
À frente a mira da ignorância
Atrás, rastros... Das rasteiras e dos que no chão ficaram.

Como planta, cresce em grande numero.
Demora a chegar à maturidade
Os sem valor vivem sem mundo
Com o objetivo de derrubar toda a humanidade.

sábado, 29 de setembro de 2012

Impensado


Já quis pensar…
Já “despensei”.
Dispensei o que havia pensado;
Já quis o fogo atear.
Nunca soube o porque pensei.

No interior, uma voz
No ouvido, a percepção
Do ato, a reação
A surpresa de vós
Como a criança que não come;
Como o amor sem coração.

Observei nos arredores
Batidas fortes vieram.
Até aonde vai à batida?
Será que vão à Deus?
Esperança iludida?
Ou batidas dos corações seus?

Por céus, grandioso.
Imutável, estático...
Qual a graça de ficar sentado nas nuvens?
Não que a farra da vida, louca farra...
Seja o mártir...
Mas até anjo comete pecado
E o que ele faz, é da nuvem partir.

Uma vez me perguntei...
Até aonde vai à imaginação?
Eu a imaginei a frente de um espelho
Refletindo o desejo do seu desejo
Louca viagem esta que fiz sentado.
Não me arrependo da ingenuidade que vejo...
Foi só um pensamento impensado.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Queda Livre



Por tanto tempo que andei
Aos céus fui subindo
Rezando pela divindade
Mas de tão alto eu agonizei
Ao mesmo tempo em que me via caindo
Terrível, nunca soube a intensidade.

A dura terra me abraçou
Como um doce tapa de amor
Meu corpo em transe ficou
No momento não sabia se era dor

Mas ao afundar mais ao centro
O calor queimou sonhos
Chorei juntos dos tristonhos
Que caminhavam para a morte
e não possuíam mais tempo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rien De Plus, Seulement Le Tour


Les larmes et la tristesse qui restent
La douleur et la solitude gauche
Du moment où vous laissé mon coeur.
Il revint en souriant et la joie
Je me sentais fait avec ce sort
Incommensurable de la taille du Bonheur
Pouvait rester avec vous pour l'éternité.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ao que vem a Mente


Ao que vem a mente
Letras, pensamentos e ações.
Ao que vem a mente...
Muitas vezes me calo.
Confusão entre razões e emoções
É realmente complicado.

Já pensei em te trazer para mim
Já pensei em te jogar para longe
Talvez fosse melhor assim
Talvez... Eu fique parado vendo o horizonte.

sábado, 2 de junho de 2012

O Mundo das Mil Faces


Vejo em minha frente imagens.
Poucas são copias ou caricaturas.
Nítidos reflexos de rosto meu.
Lá fora, tudo é sedento.
Crueldade e bondade caminham de mãos dadas.
Um único lugar, refúgio de água azul
A inspiração vem escassa.
Vide todas as narinas contidas neste espaço,
E como já não se sabe de quem é,
Sempre as multiplicamos.
Mil olhos, mil faces...
A caligrafia sendo transcrita por mil canetas!
Mil “A”s, mil “B”s e assim por diante.
Seja vasto e grandioso em sua concepção
E tão vazio de amor, essas mil faces.
Tão secas e frias sejam seus corações.
Descrever um escárnio se torna fácil quando odiamos...
Afinal, tudo o que é mórbido tem detalhes demais.
Os diversos mundos de diversas faces se diferem,
Questão de percepção, enxergamos diferentes essas faces.
Ao enxergar...
Filosofamos o mundo como um globo, redondo...
Mas a ideia de que ele era plano no passado talvez sirva para hoje
Gravidade: sempre empurrara todos ao mesmo lugar.
Dessa forma, as facetas não serão separadas...
Plano: coloquemos os desbravadores no centro e encima,
E abaixo, as bestas que rondam os mares de fantasias...
O mundo das mil faces é baseado no intrínseco.
O mundo das mil faces é um mundo dentro do mundo.
O mundo das mil faces é aquele onde brincamos de Deus.
O mundo das mil faces não tem mil faces.
O mundo das mil faces existe na sua fala e pensamento, pois...
O mundo das mil faces é a critica de tudo.