Olhe a Lua
Penumbra a volta
O que farei agora?
Onde vives nua...?
Pelo braço apanhei
Nem moral, só fisicamente
Ao coro da multidão, clamei
Sou inocente, eternamente!
Bombas no campo
Armas carregadas
Nem Deus, só pranto
Almas agarradas...
Num futuro infinito
Só um Whisky, por favor
Um grito perdido...
Sem grito, mas com amor?
"Toda pureza da vida",
Dizia a voz
Com adrenalina
Rasante como Albatroz.
Essa voz do eterno
Sonhe com os anjos, amigo
Sei o que sente por dentro
Tanto a mim quanto o inimigo
Agressivo fostes
Comunista de foice
Dinheiro em caixa
À família vos trouxe
Desconexo no andar
Troque passos pelo além...
Não sei quem procurar
Ou você ou alguém
Poesia de ruim
Resumo-me
Como uma casa assim, assim
Vende-se!
Panfleto na porta
Desconexo assim
Alguém que goste
Quero só o fim
Criança de Deus
Enviado sagrado
Filhos como os Teus
Desconexo; atordoado
Ao acorde da manhã
Ao acorde da música
Não ficarei sã
Sapo e rã.
domingo, 20 de outubro de 2013
Seção de Terapia
Observo as pessoas
Analiso os meios.
Do mato à ave que voa
Com preceitos e defeitos.
Não resisti a tentação
Deitei, fechei e viajei
A mim mesmo contei a situação
Causei dúvida; estranhei
Letras, incenso e demais
Ao meu som eu vi...
Você chorar e eu sorrir,
Há mil anos no cais
Tempo escuro, embaçado
Frio, gélido e calado.
Outono no verão...
Doutor, lembrança que não foi em vão.
Que sofá confortável!
Bebo seu café
Seção interminável
Me irrito com seu "pois é..."
Psiquê de minha vida
Sossegue aí!
Linda seja minha querida;
Você não está mais ali.
Analiso os meios.
Do mato à ave que voa
Com preceitos e defeitos.
Não resisti a tentação
Deitei, fechei e viajei
A mim mesmo contei a situação
Causei dúvida; estranhei
Letras, incenso e demais
Ao meu som eu vi...
Você chorar e eu sorrir,
Há mil anos no cais
Tempo escuro, embaçado
Frio, gélido e calado.
Outono no verão...
Doutor, lembrança que não foi em vão.
Que sofá confortável!
Bebo seu café
Seção interminável
Me irrito com seu "pois é..."
Psiquê de minha vida
Sossegue aí!
Linda seja minha querida;
Você não está mais ali.
Fluxo
Onde cego cegou por ver
Raiar, luz, raiar
Peças sobrepostas podem ceder
E num estalar, tudo acabar
Raiar, luz, raiar
Peças sobrepostas podem ceder
E num estalar, tudo acabar
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Desconstrução
Já vi mil coisas
Monstros, fantasmas
Observei as enigmáticas
Sonhei doideiras
Viajei muitas vezes
Cuspi na parede
Rasguei seus pertences;
Bola na rede
Tirei fotografias
Cantei para as andorinhas
Vi as atrofias
Das asas das pobrezinhas
Devagar, perigo!
Sinal amarelo, cuidado!
Verde, vá seguindo!
Vermelho, sangue esparramado
Nas solas o caminho
Desconstrução das trilhas
Bate, coração, sozinho
Sangue até nas isoladas ilhas...
Pensamento longe
Lágrima no rosto
Nunca chega o distante
O céu está roxo.
Gigante seja a vossa vontade
Que chega aqui e lá
Distâncias com mala...
Atirei, matei
Caiu aos poucos
Sorri, virei
Sumiram os outros
Monstros, fantasmas
Observei as enigmáticas
Sonhei doideiras
Viajei muitas vezes
Cuspi na parede
Rasguei seus pertences;
Bola na rede
Tirei fotografias
Cantei para as andorinhas
Vi as atrofias
Das asas das pobrezinhas
Devagar, perigo!
Sinal amarelo, cuidado!
Verde, vá seguindo!
Vermelho, sangue esparramado
Nas solas o caminho
Desconstrução das trilhas
Bate, coração, sozinho
Sangue até nas isoladas ilhas...
Pensamento longe
Lágrima no rosto
Nunca chega o distante
O céu está roxo.
Gigante seja a vossa vontade
Que chega aqui e lá
Distâncias com mala...
Atirei, matei
Caiu aos poucos
Sorri, virei
Sumiram os outros
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Visão de Pé
Pés, chão, aguçados
Calçados, na pedra, no taco
Azulejo gelado para os descalços
Na terra, corre, brinca; cheia de machucado
Poeira, areia
Tudo enxergo
Barbatana, sereia
Não tem esse previlégio
Terremoto, tremidas
Sinto o primeiro sinal errado
Onda, água fria
Jamais conseguirei ficar equilibrado
Calçados, na pedra, no taco
Azulejo gelado para os descalços
Na terra, corre, brinca; cheia de machucado
Poeira, areia
Tudo enxergo
Barbatana, sereia
Não tem esse previlégio
Terremoto, tremidas
Sinto o primeiro sinal errado
Onda, água fria
Jamais conseguirei ficar equilibrado
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Pequeno Semblante
Seu semblante caído
Solidão, tristeza, dúvida
Deu um grito, mas não ouvido
Copo na mesa, volte a rubrica
Solidão, tristeza, dúvida
Deu um grito, mas não ouvido
Copo na mesa, volte a rubrica
Tanto foi o trabalho
Que foi dormir com a mão doendo
No frio pôs um agasalho
Dormiu quente, e não tremendo
Que foi dormir com a mão doendo
No frio pôs um agasalho
Dormiu quente, e não tremendo
O galo canta ao raiar
Levanta e a terra vai arar
A coruja canta o luar
Mais umas rubricas para finalizar
Levanta e a terra vai arar
A coruja canta o luar
Mais umas rubricas para finalizar
Seu semblante alto
Vistosa da cidade
Mulher linda de verdade
Seja de tênis ou de salto
Vistosa da cidade
Mulher linda de verdade
Seja de tênis ou de salto
O despertador canta às sete
Levanta e vai trabalhar
As buzinas infernizam às dezessete
Estressada, come e vai deitar
Levanta e vai trabalhar
As buzinas infernizam às dezessete
Estressada, come e vai deitar
Estou só, mas rodeado
Estou rodeado, mas só
Sou do campo, da vida
Sou da cidade, iludida
Estou rodeado, mas só
Sou do campo, da vida
Sou da cidade, iludida
Vejo Sol e Lua
Semblante de paz
Vejo prédio e rua
Semblante instável demais
Semblante de paz
Vejo prédio e rua
Semblante instável demais
Possui o semblante triste da solidão
Semblante da felicidade do coração
Um semblante indecifrável
Um semblante mutável
Um semblante que fala por mim
Um semblante que mudo assim
Um semblante sorridente pelo fim.
Semblante da felicidade do coração
Um semblante indecifrável
Um semblante mutável
Um semblante que fala por mim
Um semblante que mudo assim
Um semblante sorridente pelo fim.
Num Lugar
Ao passar de cada segundo
Juntamente com seu próprio andar
No momento torna-se gigante o mundo
Para cima, miro... Tenho o viajar
Na correnteza, na maré
Sem limite de espaço, sem impedimento
Vou nadando, voando ou a pé
Num lugar onde não existe medição de tempo
Vejo as coisas mais lindas
Num lugar onde o infinito impera
Surrealismo. Vamos, imagina!
Não vi o crescer do lugar.
Um lugar sem dono...
O endereço vai te enganar
Pois nunca o lugar está pronto
Ao fechar dos portões a conexão.
Seja coberto ou não
No conforto da união
No conforto do colchão
No lugar onde capivara voa
Num lugar onde planta é pessoa
Onde te imaginar é uma coisa boa
Vago por aí à toa
Num lugar de controle
A não liberdade é liberdade
O controle é medição de vontade
Cada ação é um movimento
Num lugar onde a mudança é o pensamento.
Juntamente com seu próprio andar
No momento torna-se gigante o mundo
Para cima, miro... Tenho o viajar
Na correnteza, na maré
Sem limite de espaço, sem impedimento
Vou nadando, voando ou a pé
Num lugar onde não existe medição de tempo
Vejo as coisas mais lindas
Num lugar onde o infinito impera
Surrealismo. Vamos, imagina!
Não vi o crescer do lugar.
Um lugar sem dono...
O endereço vai te enganar
Pois nunca o lugar está pronto
Ao fechar dos portões a conexão.
Seja coberto ou não
No conforto da união
No conforto do colchão
No lugar onde capivara voa
Num lugar onde planta é pessoa
Onde te imaginar é uma coisa boa
Vago por aí à toa
Num lugar de controle
A não liberdade é liberdade
O controle é medição de vontade
Cada ação é um movimento
Num lugar onde a mudança é o pensamento.
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